Acompanhe-nos

Banner Guia Delivery

As adaptações para inclusão de alunos com baixa visão

As adaptações para inclusão de alunos com baixa visão
Estudante Richard Martins, que possui baixa visão, hoje acadêmico de Engenharia Civil.
Imagens de

Atualmente, no Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2010), há mais de 6,5 milhões de pessoas com alguma deficiência visual:
• 528.624 pessoas são incapazes de enxergar (cegos);
• 6.056.654 pessoas possuem baixa visão ou visão subnormal (grande e permanente dificuldade de enxergar);

Outros 29 milhões de pessoas declararam possuir alguma dificuldade permanente de enxergar, ainda que usando óculos ou lentes. Ainda, vale destacar a região Norte do Brasil que possui um total de 574.823 pessoas com deficiência visual, cerca de 3,6 por cento (%) da população local.

Nesse contexto, primeiramente, é importante entender a diferença entre INTEGRAÇÃO e INCLUSÃO. São duas concepções bem distintas. O professor Frankinaldo, explica que integrar é colocar junto e colocar junto não quer dizer fazer parte. O aluno com baixa visão pode participar das aulas em condições de igualdade em relação aos demais colegas? Isso é INCLUSÃO e ela é possível!

Para o estudante Richard Martins, que possui baixa visão, hoje acadêmico de Engenharia Civil, relata que durante o percurso escolar, sendo específico no ensino fundamental, onde sofreu bullying por parte dos colegas. O bullying escolar é um tipo de bullying que ocorre em qualquer ambiente educacional. Isso inclui intenção hostil e como também provocação. No meio escolar, os educador(es) demonstram a falta de informação e não estarem preparados para a inclusão dos alunos com baixa visão, necessitam de formação e apoio pedagógico. Além disso, materiais pedagógicos utilizados em sala, não atendiam as minhas necessidades escolares, como por exemplo, provas, textos, atividades educativas extraclasse, fonte (tamanho da letra/ampliação) inadequadas e dentre outras.

Destaca-se, que a utilização dos recursos didáticos concretos e a empatia são fundamentais para que as boas práticas decolem e realizem mudanças realmente transformadora. Além disso, é importante buscar apenas entender as dificuldades do educando. É preciso encontrar possibilidades de potencializar o uso da visão e dos demais sentidos para ele aprender.

Ainda, a este respeito, todos os jogos pedagógicos como processo de intervenção na educação inclusiva, são projetados para incentivar o desenvolvimento dos discentes com as habilidades motoras, percepção visual, raciocínio lógico, criatividade, dentre outros benefícios, mas também, mostra a importância da ludicidade visuoespaciais no cotidiano escolar, possibilitando um maior ensino-aprendizagem e inclusão na prática para discentes.

Assim, fale e eja normalmente. Evite usar termos que implique em visão, como por exemplo: “Olha, vou te mostrar como se faz”. É natural que o aluno com baixa visão, apresente velocidade de leitura e habilidade para copiar reduzidas. Mas, ao demonstrar falta de interesse e constante distração ele está revelando que o plano de aula, o ambiente e/ou a dinâmica do professor não estão adequados às suas necessidades.

Confira a seguir os 5 itens para incluir o aluno com baixa visão:
ILUMINAÇÃO: O cuidado para que a iluminação proporcione mais eficiência e conforto visual faz toda a diferença.
O professor, então, deve:
• Observar se os ambientes em sala de aula, escadas, entradas e corredores estão iluminados e se a luz é bem distribuída.
• Posicionar o aluno de forma que a claridade não incida diretamente sobre os seus olhos ou gere sombras que atrapalhem sua leitura e escrita.
• Notar se há reflexos na lousa.
CONTRASTE: O aumento do contraste favorece a percepção visual. O mais comum é o contraste preto no branco, mas outras variações em alto contraste podem ser testadas para ilustrar gráficos cartazes, etc.
Na lousa
• Nas lousas brancas escrever com canetas pretas, já nas lousas escuras, optar pelo giz branco.
• Verificar se está bem limpa. Escrever sobre a lousa mal apagada prejudica o contraste.
• Sublinhar o texto com outra cor para destacar palavras ou frases.
Na leitura e escrita
• Desenvolver material com fontes negritadas.
• Recomendar o uso de caneta esferográfica ou de ponta porosa preta.
• Avaliar se é o caso de aumentar o espaçamento das pautas (linha dupla).
Em cópias
• Entregar ao aluno com baixa visão as primeiras cópias xerocadas ou feitas em mimeógrafos, pois elas têm mais contraste. E verificar se, mesmo assim, é preciso reforçar os traços.
CORES: A percepção de cores varia caso a caso. Em geral, as cores mais fortes são percebidas com mais facilidade.
• Trazer recursos alternativos que destaquem em relevo os detalhes que não podem ser percebidos através das cores.
TAMANHOS DAS FONTES E DAS IMAGENS: Há duas formas de ampliação para o aluno com baixa visão e elas podem ser usadas ao mesmo tempo: a sua aproximação ao que se quer ver e o aumento utilizando recursos gráficos ou ópticos. Cabe ao professor:
Posição
• Encontrar com o aluno a distância ideal da lousa.
• Permitir que ela movimente sua cabeça buscando a posição que mais favorece o uso do seu campo de visão.
Tipo e tamanho da letra/imagens
• Usar fontes sem tipografia, as serifas e que não sejam condensadas. As mais indicadas são ARIAL e VERDANA.
• Optar pela letra bastão (maiúscula). É mais difícil para o aluno com baixa visão a leitura em letra cursiva.
• Apresentar o texto com fontes gradativas de aumento para descobrir o tamanho ideal para o aluno. E adotar o tamanho 24 em provas e materiais de uso coletivo, pois contempla a maioria das pessoas com baixa visão.
DIDÁTICA: O professor pode ainda:
• Organizar a informação no quadro ou em folhas de exercícios. O excesso de informação e o conteúdo mal distribuído causam poluição visual.
• Proporcionar um tempo extra para realizar as atividades e provas, e permitir a conclusão em casa ou no contraturno da escola dos exercícios dados em sala.
• Descrever as ilustrações nos livros didáticos e livros de história, gráficos, mapas, vídeos, fotografias etc. (audiodescrição).
• Sempre que possível, optar por gravuras simples, com poucos detalhes, contrastes intensos, cores vivas e contornos bem definidos.

Portanto, convido você a entender mais no link do WhatsApp Multiacessível – Educação Inclusiva na Prática (http://bit.do/multiacessivel_to) desta publicação em que explico de tudo um pouco sobre Ludopedagogia no processo de intervenção do “Transtorno Específico da Aprendizagem - TEAp” para a evolução do ensino e aprendizagem.
 
#Siga nosso Instagram @multiacessivel_to