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Os desafios da educação inclusiva

Os desafios da educação inclusiva
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Para pensar na escola inclusiva, significa considerar que todos os discentes são notáveis no processo de ensino e aprendizagem, justamente pela diversidade que apresentam. Atualmente, no Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há mais de dez milhões de pessoas com alguma deficiência auditiva (surdez). Além disso, há de se convir que o modelo de educação tradicional, focado estritamente na performance e recompensa individual, é bastante obsoleto em face dos achados recentes da ciência que convergem para um novo modelo de ser humano cooperativo e empático por natureza.

Nesse contexto, um dos grandes desafios dos educador(es) e pais de pessoas com deficiência auditiva e/ou surdez é contribuir com o processo de inclusão escolar e fazer com que os alunos aprendam e acompanhem os conteúdos das aulas e para ter sucesso nessa trajetória é importante a adaptação dos conteúdos didáticos de forma visuoespacial, lúdica e concreta. Lembrando que a adaptação dos conteúdos didáticos mantém a integridade dos conteúdos, mas pode apresentá-lo em um formato diferente ou alterar o ambiente na quais os alunos aprendem com base nas suas necessidades e limitações individuais.

Ainda, a este respeito, todos os jogos pedagógicos na educação de surdos são projetados para incentivar o desenvolvimento dos discentes com as habilidades motoras, percepção visual, raciocínio lógico, criatividade, dentre outros benefícios, mas também, mostra a importância da ludicidade visuais no cotidiano escolar, possibilitando um maior ensino-aprendizagem e inclusão na prática para discentes surdos. Mas, quando os discentes com surdez são avaliados dentro da língua portuguesa na modalidade (oral-auditiva), com uma metodologia adotada com a abordagem “palestra”, de fato haverá um baixo desempenho escolar, sendo que os mesmos precisam ser avaliados dentro da sua língua materna “Língua Brasileira de Sinas”, conhecida amplamente por Libras, segunda língua oficial do Brasil.

Destaca-se, que a utilização dos recursos didáticos concretos e a empatia são fundamentais para que as boas práticas decolem e realizem mudanças realmente transformadora que a pessoa com surdez absorva os conteúdos educacionais e realmente aprenda. Os materiais precisarão serem atraentes e adequados para os níveis dos alunos. Ademais, é importante que os materiais didáticos sejam objetivos, os enunciados sejam menores e é necessário evitar longos textos que exijam uma interpretação complexa, também poderá ser necessário modificar as instruções das atividades, alterar o formato das aulas, explorar novos ambientes e usar estratégias de ensino diferenciadas. As imagens e desenhos/figuras são aliados nesses casos. Os materiais didáticos devem ter bastantes recursos visuais pois o aluno com surdez fica mais interessado para consultar e interpretar os exercícios e as atividades propostas adaptadas para Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), para a comunicação, o que faz toda a diferença durante o processo de ensino e aprendizagem. Além disso, resgatar a autoestima, transforma o ser humano e o fortalece como sujeito capaz de alcançar novas metas e levar, com sucesso, sua vida adiante, transformando-o em autor e ator de sua própria história, a partir de uma consciência renovada e fortalecida que muito colabora para a construção de sua identidade e novos modos de sentir, pensar e agir.

Assim, é perceptível que essa metodologia ativa, utilizando os materiais pedagógicos lúdicos associada com o desenvolvimento da psicomotricidade, provoca a busca de novos meios para soluções didáticas direcionadas para o atendimento de discentes surdos e ouvintes (não surdos), possibilitando o uso da criatividade e cooperação no que diz respeito à construção da aprendizagem. Logo, garantindo uma educação de qualidade de um público pouco visível na sociedade. Acredito! Há um futuro possível para todos alunos.